Pensando em eleições, Temer quer anunciar aumento do Bolsa Família no 1º de maio, Dia do Trabalhador

 

Na tentativa de construir uma marca social neste ano de eleições, o presidente Michel Temer pretende dar um aumento ao Bolsa Família maior que o defendido pela equipe econômica. A ideia é que o aumento seja comunicado em cerimônia no Palácio do Planalto ou em pronunciamento oficial no 1º de Maio, Dia do Trabalhador.

A previsão inicial era que o reajuste fosse concedido em março, mas ele foi atrasado devido à queda de braço entre as equipes econômica e política do governo. O Planejamento chegou a defender no início do ano que não fosse dado nenhum aumento em 2018. O Desenvolvimento Social, contudo, discordou e defendeu um valor entre 5% e 10%.

Com a alegação de que não há espaço orçamentário para um reajuste robusto, a Fazenda e o Planejamento têm defendido conceder um aumento de 3%, pouco superior à inflação oficial do ano passado, que fechou em 2,95%.

O percentual, no entanto, é considerado insuficiente pela equipe política de Temer, que tem pressionado por um reajuste de no mínimo 5%, que permita ao governo federal colher dividendos eleitorais com o anúncio.

Em conversas reservadas, o presidente tem admitido que pretende conceder um reajuste superior a 3%, mas pondera que só tomará a decisão após reunião na quinta-feira (26) com a equipe econômica.

O anúncio do reajuste do Bolsa Família faz parte do pacote eleitoral montado pelo Palácio do Planalto para tentar viabilizar pelo menos o presidente como um fiador do processo eleitoral.

No entanto, o receio do Palácio do Planalto é que uma simples correção inflacionária possa ser usada por candidatos adversários como argumento de que o MDB fez pouco pela área social.

No ano passado, com o mesmo discurso sobre a falta de recursos, o Bolsa Família não teve reajuste. A ideia inicial era conceder um aumento de 4,6%, como uma maneira de tentar diminuir rejeição do governo, mas foi freado pela equipe econômica.

Para este ano, o presidente chegou a discutir incluir no percentual de reajuste um adicional por conta da valorização do botijão de gás, que em dezembro teve alta de 16,39% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O plano, contudo, foi abandonado.

Agora, além do aumento, o Palácio do Planalto discute dar um bônus mensal a famílias que tenham filhos matriculados em cursos técnicos ou profissionalizantes e um complemento para beneficiários que realizarem trabalho voluntário. Com informações da Folhapress.

Fonte: mapelenews.com.br

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