Era difícil prever o tamanho do impacto. Depois de duas atuações consistentes, o Brasil se encheu de esperança na busca pelo título da Liga das Nações. Faltou, porém, combinar com a Turquia. A queda na semifinal abateu a seleção. Principalmente Tandara. Acostumada a decidir, a jogadora se viu impotente. Apesar dos 20 pontos em quadra, acredita que poderia ter ajudado mais. Neste domingo, às 4h (horário de Brasília), vai tentar dar a volta por cima contra a China na disputa pelo terceiro lugar.
– Eu me senti muito mal porque, nos outros jogos, durante a Liga das Nações inteira, eu vim sendo efetiva. Quando o time estava tendo dificuldades, eu estava conseguindo rodar. E hoje foi o contrário. Tudo o que eu estava fazendo, elas estavam defendendo, bloqueando, passando. Hoje, me senti um pouco impotente. Eu me cobro muito. Eu sempre falo com a Roberta. Eu erro uma, duas, a terceira, põe para mim que eu vou rodar. E hoje eu não estava assim. Mas a ficha tem de cair e precisamos buscar uma medalha.
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Tandara fica no bloqueio da Turquia: apesar dos 20 pontos, oposta lamentou desempenho (Foto: Divulgação FIVB)
A oposta, grande nome da seleção na temporada, lamentou a falta de forças do time neste sábado. Lembrou, inclusive, do encontro entre as duas seleções na fase de classificação, quando o Brasil levou a melhor.
– Acredito que a gente poderia ter feito um jogo muito melhor. Eu não sei o que aconteceu. Ontem (sexta), fizemos um jogo tão bom. Na fase classificatória, fizemos um jogo sensacional contra ela, conseguimos matar tudo. Hoje, foi o contrário. Trabalhamos o tempo inteiro nesses cinquenta e poucos dias. Fica difícil falar. Mas amanhã tem mais. Precisamos deixar a ficha cair o mais rápido possível para buscar a medalha. Vamos sair com a sensação de que poderíamos ter feito mais, com certeza. Sabemos disso, temos consciência.
O foco, porém, segue sendo o Mundial. Grande competição da temporada, é o único título que falta à seleção brasileira. Mas, ainda assim, fica o dissabor de ter ficado no quase na Liga das Nações.
– Porque a gente esperava. A gente tem condições. A gente sabia que elas vinham de um bom momento, mas que a gente deixou um pouquinho (a desejar). Tudo o que a gente fez bem ontem, de sacar, de defender, deixamos faltar. No primeiro set, fomos fazer o primeiro ponto de contra-ataque no 24º ponto delas. Não conseguimos virar, aproveitar. O Mundial é o mais importante, mas ficamos com um gostinho de “caramba, dava”.
Fonte: globoesporte.globo.com


